Danielle Morreale - Marketing Consciente, Mentorias, empreendedorismo feminino -consultoria-de-negocios-marketing-conciente

 

Estudiosos da área da educação pontuam que as teorias de aprendizagem podem ser definidas como sendo diversas abordagens e processos de aprendizagem envolvendo indivíduos. Essas teorias são importantes porque consolidam conhecimentos, saberes, habilidades e atitudes compreendidas nos processos de ensino e aprendizagem.

Sabemos que a educação formal e as qualificações resultantes dessa prática são importantes e ainda são bastante valorizadas, porém, com as mudanças ocorridas no mundo hoje, que está impactando não só o mercado de trabalho mais a interação entre as pessoas, as habilidades necessárias para ocupar praticamente qualquer trabalho, estão se transformado.

Assim, uma educação transformadora valoriza o sujeito como ser pensante e inovador, com capacidades múltiplas, audacioso que, mesmo frente aos variados desafios, consegue ter clareza das demandas e pensar soluções possíveis.

Falando de outras práticas que levam ao aprendizado, vamos falar um pouco sobre andragogia? Do que se trata este conceito?

A palavra andragogia vem do grego: andros – adulto e agogus – educador, que é a arte e a ciência da educação de adultos. É um caminho educacional que busca compreender o adulto promovendo o aprendizado através da experiência, fazendo com que a vivência estimule a assimilação, ou seja, é uma forma de aprender a aprender.

O modelo andragógico baseia-se em um princípio que se difere do modelo pedagógico, como por exemplo: a necessidade de saber – os adultos precisam saber por que precisam aprender algo. As ferramentas mais poderosas para aumentar o nível de conscientização ou a necessidade de saber são as experiências reais ou simuladas. O autoconceito do aprendiz – os adultos possuem um autoconceito e são responsáveis pela sua própria vida e por último, o papel das experiências dos aprendizes.

Desse modo, a andragogia apresenta-se como uma visão clara e objetiva das especificidades da natureza do processo educacional de adultos distinguindo-as das finalidades e objetivos de uma educação de crianças e adolescentes.

Tipos de aprendizagem ao longo da vida – Lifelong Learning

Aprendizagem ao longo da vida, em tradução livre, é um termo que se refere a busca “contínua, voluntária e automotivada” pela atualização conhecimento, seja em âmbito profissional, acadêmico ou pessoal.

lifelong learning defende que o modelo padrão de aprendizagem não é mais suficiente para que as pessoas permaneçam produtivas, e que a aprendizagem ao longo da vida é constituída por quatro pilares sendo eles:

  1. Aprender a conhecer: tem como finalidade a aquisição de saberes;
  2. Aprender a fazer: entende como enfrentar situações adversas e assim, buscar por soluções possíveis;
  3. Aprender a conviver: adquire a capacidade de compreender o outro;
  4. Aprender a ser: busca promover o desenvolvimento integral do indivíduo.

Ou seja, quanto mais uma pessoa aprende ao longo da vida, mais ela será capaz de se adaptar às mudanças, sejam estas de ordem econômica, social ou cultural, que exige flexibilidade e capacidade de tomada de decisão ágil, e/ou improvisação em situações inesperadas.

E por falar em mudanças, seriam estas – voláteis, incertas, complexas e ambíguas?

O termo VUCA é um acrônimo para descrever quatro características marcantes do momento em que se vive – é uma sigla utilizada para descrever a volatilidade (volatility), a incerteza (uncertainty), a complexidade (complexity) e a ambiguidade (ambiguity) no cenário atual VUCA em inglês, VICA em português.

O termo é mais conhecido no ambiente corporativo, e apesar de ter sido incorporado recentemente, ele surgiu na década de 1990 no ambiente militar americano para definir o mundo após contextos de guerra. Ou seja, O termo se popularizou e tem sido adotado por empresas e gestores organizacionais para descrever o ambiente de negócios turbulento e em rápida transformação, e em tempos de pandemia, o termo retrata a realidade mais fluida que vivemos hoje.

Mudanças tão impactantes como a que nos trouxe a pandemia da COVID-19, pressupõe a criação de novos paradigmas que nos permita compreender e navegar no novo modelo que estamos vivendo.

É isso que acontece com o fenômeno VUCA e os novos tempos vividos pela sociedade.

Então vamos entender um pouco mais sobre as características desse fenômeno:

  • Volatilidade: caracterizada pelo ritmo acelerado com que ocorrem mudanças impactantes na vida das sociedades desenvolvidas e, ao mesmo tempo, nas suas instituições. Estar pronto para lidar com o inesperado é mais importante que investir tempo em planejamentos muito detalhados. É preciso contextualizar bem a situação e alinhar a visão entre os pares para ser mais eficaz e efetivo.
  • Incerteza: é uma característica do contexto marcada pela necessidade de assumir que o conhecimento sobre uma dada situação é muitas vezes incompleto. Essa falta de previsibilidade sobre o que acontecerá no futuro, exige uma cuidadosa análise do risco das ações a serem tomadas.
  • Complexidade: retrata interações não lineares, resultados não previsíveis e interdependências não manifestas. Os modelos tradicionais de gestão de riscos e tomada de decisão não são suficientes para lidar com o número de variáveis desses contextos interconectados.
  • Ambiguidade: descreve um tipo específico de incerteza que resulta das diferentes interpretações quando as evidências existentes são insuficientes para esclarecer o significado de um determinado fenômeno. No âmbito da gestão das instituições, a consequência deste fato é a possibilidade de se ter diferentes interpretações para o mesmo evento, aumentando significativamente a probabilidade de erros na interpretação dos mesmos. Por isso, é sempre um desafio encontrar uma coerência nos acontecimentos em busca da melhor solução, o que pode gerar más interpretações e falsas respostas.

Com a chegada da pandemia, veio a incerteza, o aumento da ambiguidade e a previsibilidade sobre o futuro. A sociedade de modo geral, está sentindo os impactos destas mudanças ocasionadas pelas transformações sociais e econômicas a que fomos submetidos.

Em contextos complexos, quanto mais ampla a visão, maior a probabilidade de encontrar soluções eficazes. Neste sentido, é fundamental nos desafiarmos a desaprender, e a aprender a aprender.

A flexibilidade também é uma competência essencial para a adaptação constante a cenários imprevisíveis. É necessário também utilizar das ferramentas que a tecnologia nos disponibiliza e usar tudo isso ao nosso favor.

E por fim, no âmbito educacional, o caminho é criar um ambiente favorável de aprendizagem, ao compartilhamento e a criação de novos conhecimentos, bem como ao aprendizado coletivo.

Para fechar, acesse ao vídeo lá no YouTube sobre o assunto que conversamos, você vai gostar!