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A pandemia da Covid-19 vem trazendo imensos desafios para todos os setores, no Brasil e no mundo. Na tentativa de reduzir a ampla disseminação do novo coronavírus, medidas de distanciamento social foram adotadas pelos países. Entretanto, ainda não se sabe exatamente quando deixarão de ser necessárias. Na educação brasileira, tais medidas significaram, em linha geral, o fechamento de escolas públicas e particulares, com a interrupção de aulas presenciais.

De acordo com dados da UNESCO (2020), 91% do total de alunos do mundo e mais de 95% da América Latina estiveram temporariamente fora da escola devido à Covid-19. Ou seja, no campo educacional, ficou evidenciado as fragilidades que impactam a educação de um país. Por isso, estes resultados precisam ser cuidadosamente investigados para que não amplie ainda mais os processos de exclusões sociais.

A forma de ensinar mudou de maneira inesperada com a implantação do ensino remoto. Isso fez com que alunos e professores vivenciassem um novo modelo de ensino. Porém, infelizmente, a realidade brasileira está distante de ser igualitária.

Educação brasileira e a desigualdade social

Com relação à educação brasileira, um principal problema foi escancarado. De fato, já é um problema antigo na realidade dos alunos de escolas públicas brasileiras e ganhou contraste durante a  pandemia da Covid-19. Se trata da desigualdade social e de acesso a tecnologias, que causa um abismo entre aqueles que podem dar continuidade ao seu processo de aprendizagem e outros que sequer possuem um dispositivo eletrônico com conexão à internet dentro de casa.

Percebemos a partir desse cenário que a pandemia da Covid-19 criou repercussões negativas nos diferentes Sistemas Nacionais de Educação. Sendo assim, um dos principais desafios para as redes de ensino, será a avaliação e ajustes no Plano Político-Pedagógico escolar, com base nas emergentes demandas que surgiram nesse momento de crise. A partir de agora, será preciso delinear estratégias que minimizem as desigualdades sociais, contribuindo de fato com uma educação emancipatória, transformadora e que dê autonomia aos envolvidos.

*Este é o primeiro de uma série de quatro artigos sobre a Educação Pós Pandemia: Caminhos e Possibilidades.